O plicoma anal é uma alteração benigna caracterizada por um pequeno excesso de pele localizado na borda do ânus. Geralmente macio e da mesma cor da pele (ou levemente mais escuro), ele surge frequentemente como consequência de uma inflamação prévia no local, como uma hemorroida ou fissura anal.
Embora não seja uma doença grave, o plicoma gera muitas dúvidas estéticas e relacionadas à higiene. Abaixo, explicamos tudo o que você precisa saber sobre o diagnóstico e tratamento.
Quais são os sintomas do Plicoma Anal?
Na grande maioria dos casos, o plicoma é assintomático, ou seja, o paciente convive com ele sem sentir nada. No entanto, dependendo do tamanho e da localização, alguns incômodos podem surgir.
Os relatos mais comuns em consultório incluem:
- Sensação de “caroço” ou relevo no ânus;
- Dificuldade para realizar a higiene local adequada após evacuar;
- Coceira (prurido) devido à umidade ou resíduos;
- Desconforto estético;
- Incômodo local leve.
Atenção: A dor aguda não é um sintoma comum do plicoma simples. Se houver dor forte, é provável que exista outra condição associada, como uma fissura ou trombose hemorroidária.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico é simples e realizado no consultório médico. O especialista (coloproctologista) faz o exame físico e, se necessário, uma anuscopia (exame visual do canal anal) para descartar outras lesões internas.
Tratamento: Existe pomada para Plicoma?
Esta é a dúvida mais frequente. A resposta é direta: não existe pomada ou remédio capaz de fazer o plicoma regredir ou desaparecer. Como se trata de um excesso de pele (tecido fibroso), medicações tópicas não surtem efeito na remoção do tecido.
Quando a cirurgia é indicada?
Nem todo plicoma precisa ser removido. A cirurgia só é indicada quando o paciente apresenta queixas reais, como:
- Dificuldade de higiene: Quando o excesso de pele atrapalha a limpeza, favorecendo dermatites.
- Impacto estético: Quando afeta a autoestima ou vida íntima do paciente.
- Associação com outras doenças: Como a fissura anal crônica.
Como funciona a cirurgia de remoção?
A remoção do plicoma é um procedimento seguro e de baixo risco.
- Duração: Geralmente leva poucos minutos.
- Ambiente: Pode ser feito em ambulatório ou centro cirúrgico, dependendo do caso.
- Anestesia: Local ou raquianestesia.
- Alta: Geralmente no mesmo dia.
O pós-operatório é tranquilo e envolve cuidados locais, como banhos de assento (imersão da região em água morna) e analgésicos para manejo de desconforto.
Prevenção: Como evitar o surgimento?
A prevenção do plicoma está diretamente ligada à saúde do seu intestino e à redução de traumas na região anal.
Para prevenir, adote estes hábitos:
- Evite o papel higiênico: Prefira ducha higiênica ou lenços umedecidos sem perfume. O atrito constante pode inflamar a região.
- Não demore no vaso sanitário: Evite longos períodos sentado lendo ou no celular, pois isso aumenta a pressão na região anal.
- Cuide da dieta: Mantenha uma boa ingestão de fibras e água para evitar a constipação (intestino preso) e o esforço evacuatório.
Conclusão
O plicoma anal não vira câncer e não é perigoso, mas você não precisa conviver com o desconforto se ele atrapalha sua qualidade de vida.
Se você sente um excesso de pele na região ou tem dificuldades de higiene, agende uma avaliação com a Dra. Thais Koga. O tratamento definitivo é simples e devolve o conforto ao paciente rapidamente.
Perguntas Frequentes sobre Plicoma Anal
Não. O plicoma é uma lesão benigna, composta apenas por pele e tecido fibroso, sem risco de malignização (virar câncer)
Não. Uma vez formado, o excesso de pele não regride espontaneamente. Ele pode desinflamar e diminuir o inchaço, mas a “pele extra” permanece até ser removida cirurgicamente.
O procedimento é feito com anestesia, portanto indolor. O pós-operatório pode ter um leve desconforto, que é facilmente controlado com analgésicos e banhos de assento.
A hemorroida é uma veia dilatada que pode sangrar e doer. O plicoma é apenas o excesso de pele externa (muitas vezes é a “sobra” de uma hemorroida antiga que desinchou).
